segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sindicato registra uma denúncia de violência contra professores a cada três dias, mostra balanço

FELIPE REZENDE

O disque-denúncia criado pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) recebe, em média, uma ligação relatando ocorrência de violência contra educadores a cada três dias. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (3) e englobam tanto instituições privadas quanto escolas da rede pública.

De acordo com o sindicato, entre fevereiro, quando o serviço começou a funcionar, e setembro, foram 40 ligações denunciando casos em escolas particulares. Nessas ligações, o Sinpro registrou 59 ocorrências, entre ameaças, agressões verbais e físicas e assédio moral.

Durante o mesmo período, em colégios da rede pública, foram 43 denúncias. Segundo o sindicato, a maior parte das ligações é referente a casos envolvendo aluno e professor, mas também há ocorrências com pais dos estudantes e diretores das instituições.

Serviço - Em funcionamento desde fevereiro deste ano, o disque-denúncia gratuito (0800 770 3035) foi criado para atender os professores que sofreram ou presenciaram algum tipo de violência dentro de escolas particulares. A ferramenta funciona das 9h às 13h e das 14h às 18h.

O sistema também está disponível no portal do Sinpro Minas. O sindicato ressalta que a identidade e os dados dos professores são mantidos em absoluto sigilo.

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=131262

domingo, 2 de outubro de 2011

Inspeção revela problemas em universidades mal avaliadas pelo MEC

Glória Tupinambás

Professores com salários atrasados e alunos insatisfeitos foram alguns dos problemas encontrados pelos inspetores do MEC

O bate-boca descrito acima, entre o diretor de uma faculdade particular de Além Paraíba, na Zona da Mata, e um professor do curso de engenharia civil ocorreu bem diante da equipe do Estado de Minas. O motivo: problemas na infraestrutura e organização acadêmica da instituição. Mas a cena não terminou por aí.

Para apimentar a discussão, estudantes ameaçavam, pelos corredores, cobrar a devolução do dinheiro das mensalidades. Não se trata de episódio isolado na educação superior brasileira. O crescimento vertiginoso na oferta de cursos e vagas – de mais de 400% em 15 anos no Brasil e em Minas – tem ocorrido aos trancos e barrancos, e não vem acompanhado de melhora na qualidade do ensino.

Nada menos que 680 mil universitários estão matriculados em cursos mal-avaliados pelo Ministério da Educação (MEC) em todo o país. Em Minas, 12% das graduações inspecionadas no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2009, tiraram nota vermelha na prova, todos elas da iniciativa privada. Para conhecer de perto essa realidade, o EM percorreu seis cidades do interior do estado, visitou 10 instituições e se deparou com laboratórios em condições precárias, bibliotecas desatualizadas, salas de informática ultrapassadas, dezenas de reclamações de alunos sobre a falta de professores e problemas na qualificação do corpo docente, além de denúncias de irregularidades acadêmicas, em um quadro que sugere situação até pior que a avaliada pelo MEC. Descobriu também cenários que podem ser verdadeiras pegadinhas, como superestruturas físicas, mas com ensino condenado por entidades de classe, a exemplo do Conselho Regional de Medicina (CRM) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Inspeção revela problemas em universidades mal avaliadas pelo MEC | Educação: Estado de Minas

sábado, 1 de outubro de 2011

Professor mata aluna e entrega corpo em delegacia no DF - 01/10/2011

Um professor universitário do curso de Direito da Uniceub (Centro Universitário de Brasília) matou a tiros uma aluna de 24 anos e entregou o corpo dela na 27ª delegacia no Recanto das Emas, por volta das 18h de sexta-feira (30).

Segundo a polícia civil, o professor matou a estudante porque não aceitava o fim do relacionamento que mantinha com ela.

Em depoimento à polícia, o professor disse que esperou a estudante no pátio da universidade para conversar, por volta das 16h. Ele assumiu a direção do carro da vítima e fora da universidade disparou três tiros contra a estudante -- dois na cabeça e um no tórax.

Depois do crime, o professor levou o corpo da vítima à delegacia, onde se entregou e disse aos policiais que estava arrependido.


Folha.com - Cotidiano - Professor mata aluna e entrega corpo em delegacia no DF - 01/10/2011

Ministério da Educação apresenta nova secretaria, objetivo é criar um sistema nacional de ensino

O Ministério da Educação (MEC) apresentará, em ciclos de seminários regionais, a sua nova pasta administrativa: a Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase). Os primeiros seminários foram realizados em Teresina e no Rio de Janeiro.

Entre os objetivos dos seminários estão estreitar os vínculos entre os entes públicos de educação e conhecer os trabalhos realizados pelas secretarias de educação; estabelecer diálogo sobre o projeto do Plano de Desenvolvimento de Educação (PDE) e coletar informações a fim de criar um Sistema Nacional de Educação.

Serão realizados encontros do ciclo de seminários ainda na região Centro-Oeste, nos dias 5 e 6 de outubro, em Cuiabá; região Sul, em Porto Alegre, 19 e 20 outubro; região Norte, nos dias 26 e 27 de outubro, em Belém; e Recife pela região Nordeste dias 9 e 10 de novembro.

Oi Educa - Ministério da Educação apresenta nova secretaria, objetivo é criar um sistema nacional de ensino

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Professores aceitam proposta do governo e suspendem greve

Categoria fará nova assembleia no dia 8 de outubro para avaliar se Estado está cumprindo o acordo

MATEUS RABELO/JOANA SUAREZ.

Após um dia de grande expectativa de todos os lados envolvidos na greve dos professores, que completou nesta terça-feira 112 dias de paralisação, a categoria aceitou a proposta do governo e decidiu suspender a greve. Foram mais de oito horas de negociações entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) e o Governo de Minas. Após o término desta negociação, o comando de greve se reuniu e após mais duas horas e meia de debates sinalizou pela suspensão da greve, sendo confirmada no fim da noite em votação da categoria, que lotou o pátio da Assembleia com mais de quatro mil pessoas.

Com a condição do fim imediato da greve, o Governo propôs negociar os valores da tabela de faixas salariais, entre 2012 e 2015, reconhecendo a aplicação do piso salarial proporcional no plano de carreira dos professores. Com isso, o Estado consideraria o tempo de serviço e a escolaridade dos profissionais para estipular quanto cada um vai receber. Porém, segundo o Sind-Ute, vai depender exatamente do cumprimento dessa promessa do governo para que a categoria encerre definitivamente a greve. Caso contrário, em assembleia no dia 8 de outubro, a categoria pode voltar a cruzar os braços.

Confira abaixo o termo de compromisso assinado entre professores e governo:
Reiterada a plena disposição de permanente diálogo com a categoria dos professores estaduais, o Governo reafirma sua disposição ao entendimento de modo a permitir o retorno pleno da normalidade da rede pública estadual. Para tanto, garante ao Sindicato a participação em comissão de negociação, com a presença de 6 (seis) parlamentares, além dos representantes do Poder Executivo e do Sindicato, com o objetivo de aprimorar e reposicionar na tabela salarial da carreira da educação (em ambas as suas atuais formas de remuneração), com impactos salariais desdobrados de 2012 até 2015, desde que o movimento cesse de imediato.

A comissão será instituída através de resolução imediatamente após a suspensão da greve da categoria e iniciará os trabalhos em até 24 horas após a sua constituição. No curso das negociações, preservados os termos do regimento interno da Assembleia Legislativa, será orientada a liderança do Governo no sentido de paralisação da tramitação do projeto de lei já encaminhado ao Poder Legislativo. A partir da data da suspensão do movimento e retorno integral às atividades, cessa a aplicação de novas penalidades.
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=130806,NOT&IdCanal=


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Greve dos professores pode ter fim ainda nesta terça-feira | Gerais: Estado de Minas

Governo deu prazo de uma hora para grevistas analisarem novas propostas de negociação
Daniel Silveira
Sandra Kiefer -

A greve dos professores da rede estadual de Minas, que paralisaram suas funções há mais de três meses, pode ter fim na noite desta terça-feira. O governo apresentou novas propostas à categoria, que recebeu prazo de uma hora para discutí-las e definir se volta ou não ao trabalho. Desde a tarde os educadores estão em assembleia, realizada no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

As primeiras informações são de que o governo propôs recuar na decisão de demitir os professores designados que se recusaram a voltar para as salas de aula após resolução publicada na última semana. Também teria sinalizado voltar atrás no corte de pontos dos grevistas, demissão de vice-diretores que aderiram à greve, e a suspensão do projeto de lei que tramita na ALMG para readequação do modelo de remuneração por subsídio.

Além disso, a principal proposta do governo seria criação de uma comissão, formado por representantes do Executivo, Legislativo e do Sindicado Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), para voltar a se discutir os dois modelos de remuneração.

A comissão proposta pelo governo será formada, segundo o sugerido, 24 horas após ser suspensa a greve. A condição prévia para que isso ocorra é a suspensão da greve ainda nesta terça-feira.

Fechamento histórico

Nesta terça-feira, as sessões plenárias na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) após os professores ocuparem o plenário acorrentados. Por meio de nota, o presidente da Casa, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), lamentou o ocorrido e repudiou a invasão. "É importante registrar que, na história recente do Parlamento mineiro, nunca houve qualquer impedimento para a abertura dos trabalhos do Plenário. Somente em período de anormalidade política, em ditaduras, os plenários dos legislativos são fechados ou impedidos de funcionar", diz o texto.



Greve dos professores pode ter fim ainda nesta terça-feira | Gerais: Estado de Minas

Encontro entre grevistas e deputados atrasa assembleia dos professores ::.

MÁBILA SOARES

Educadores da rede estadual estão reunidos desde o início da tarde desta terça-feira (27), no pátio da Assembleia Legislativa, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, a espera de Beatriz Cerqueira, coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). A sindicalista é aguardada para iniciar a assembleia da categoria, que pode decidir os rumos do movimento, que completa hoje 112 dias.

Durante toda esta terça-feira, a coordenadora do Sind-UTE se reuniu com vários deputados para discutir o cumprimento da Lei Federal 11.738/08, que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A categoria quer a reabertura de diálogo por parte do Governo.

Após o encontro, que aconteceu de portas fechadas, uma comissão de deputados e Beatriz Cerqueira seguiram em direção à Cidade Administrativa, na região de Venda Nova, para uma reunião com o secretário de governo, Danilo de Castro.

Na segunda-feira (26), ocorreu uma tentativa de reabertura das negociações, mas a categoria de professores não obteve resultado positivo. Educadores ocuparam o plenário da ALMG e garantem que só sairão do local depois que o governo do Estado reabrir as negociações.

Conforme resolução divulgada nesta terça, professores designados têm até hoje para retornar às salas de aula sob pena de serem demitidos pela Secretaria de Estado de Educação (SEE). O órgão abriu um processo administrativo contra os profissionais que não atenderam à convocação do Estado no último dia 21 para retomar as atividades. Na quarta-feira, os designados faltosos terão as iniciais do nome e o número de matrícula (Masp) publicados no "Minas Gerais" e, caso não apresentem defesa, serão dispensados.

Apesar da nova ameaça do governo, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/MG) informou que a categoria continua em greve por tempo indeterminado.


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