sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bullying contra alunos com deficiência

A violência moral e física contra estudantes com necessidades especiais é uma realidade velada. Saiba o que fazer para reverter essa situação

Ana Rita Martins

Um ou mais alunos xingam, agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros. Esse tipo de perseguição intencional definitivamente não pode ser encarado só como uma brincadeira natural da faixa etária ou como algo banal, a ser ignorado pelo professor. É muito mais sério do que parece. Trata-se de bullying. A situação se torna ainda mais grave quando o alvo é uma criança ou um jovem com algum tipo de deficiência - que nem sempre têm habilidade física ou emocional para lidar com as agressões.

Tais atitudes costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Em pesquisa recente sobre o tema, realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários e pais, em 501 escolas em todo o Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter essa estatística e minar comportamentos violentos e intolerantes é responsabilidade de toda a escola.


"Resolvi explicar que o Gabriel sofreu má-formação ainda na barriga da mãe. Falamos sobre isso numa roda de conversa com todos."
Maria de Lourdes Neves da Silva, professora da EMEF Professora Eliza Rachel Macedo de Souza, em São Paulo, SP

Quando a professora Maria de Lourdes Neves da Silva, da EMEF Professora Eliza Rachel Macedo de Souza, na capital paulista, recebeu Gabriel**, a reação dos colegas da 1ª série foi excluir o menino - na época com 9 anos de idade - do convívio com a turma. "A fisionomia dele assustava as crianças. Resolvi explicar que o Gabriel sofreu má-formação ainda na barriga da mãe. Falamos sobre isso numa roda de conversa com todos (leia no quadro abaixo outros encaminhamentos para o problema). Eles ficaram curiosos e fizeram perguntas ao colega sobre o cotidiano dele. Depois de tudo esclarecido, os pequenos deixaram de sentir medo", conta. Hoje, com 13 anos, Gabriel continua na escola e estuda na turma da professora Maria do Carmo Fernandes da Silva, que recebe capacitação do Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefai), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, e está sempre discutindo a questão com os demais educadores. "A exclusão é uma forma de bullying e deve ser combatida com o trabalho de toda a equipe", afirma. De fato, um bom trabalho para reverter situações de violência passa pela abordagem clara e direta do que é a deficiência. De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down - Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao professor estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento.

Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência moral nem sempre fica restrita a ela. O Anexo Eustáquio Júnio Matosinhos, ligado à EM Newton Amaral Franco, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontrou no diálogo coletivo a solução para uma situação provocada por pais de alunos. Este ano, a escola recebeu uma criança de 4 anos com deficiência intelectual e os pais dos coleguinhas de turma foram até a Secretaria de Educação pedir que o menino fosse transferido. A vice-diretora, Leila Dóris Pires, conta que a solução foi fazer uma reunião com todos eles. "Convidamos o diretor de inclusão da secretaria e um ativista social cadeirante para discutir a questão com esses pais. Muitos nem sabiam o que era esse conceito. A atitude deles foi motivada por total falta de informação e, depois da reunião, a postura mudou."

http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/chega-omissao-bullying-deficiencia-preconceito-prevencao-necessidades-educacionais-especiais-518770.shtml

Governo de Minas envia à Assembleia projeto sobre política remuneratória

Funcionalismo estadual vai passar a receber o reajuste anual sempre no mês de outubro, segundo proposta enviada à Assembléia Legislativa.

O governo de Minas Gerais encaminhou nesta sexta-feira à Assembléia Legislativa a proposta de política remuneratória dos servidores públicos do estado. Entre os pontos mais importantes, está a definição do mês de outubro como data base para reajustes das carreiras civis e militares da administração direta, autarquias e fundações do Poder Executivo do estado.

Segundo informações da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), as novas regras foram enviadas aos dirigentes sindicais e apresentadas em reunião do conselho de Negociação Sindical (Cones) na última sexta-feira(7) , pela subsecretária de Gestão de Pessoas, Fernanda Neves.

Estão previstos 5% de reajuste neste mês de Outubro e 5% em abril de 2012, para todas as carreiras do Poder Executivo. A exceção é para as carreiras que já possuem reajustes específicos no período. Antes da definição do mês de outubro como data base, as negociações eram feitas individualmente com cada categoria.

Critérios

A escolha do mês de outubro como data base, segundo estudo da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Planejamento e Gestão, deve-se ao fato de que em setembro são concluídas as apurações da Lei de Responsabilidade Fiscal para o segundo quadrimestre (setembro do ano anterior a agosto do ano corrente).

Segundo a secretária Renata Vilhena, nesse período são estabelecidas as perspectivas fiscais para o fim do exercício em curso, “o que possibilita maior clareza da capacidade financeira do tesouro estadual, bem como do resultado fiscal esperado para o exercício, inclusive em obediência ao ajuste fiscal mantido com a União por meio da Lei Federal 9.496”.

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2011/10/14/interna_politica,256014/governo-mg-estabelece-data-base-para-pagamento-de-servidores-do-estado.shtml

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pagamento do Prêmio de Produtividade para funcionalismo mineiro

O Deputado Sargento Rodrigues conversou hoje, quarta-feira (05/10), com o Secretario de Governo, Danilo de Castro, para obter esclarecimentos sobre o pagamento do Prêmio de Produtividade. Na oportunidade Rodrigues destacou os inúmeros telefonemas e e-mails de servidores da área de segurança pública que tem recebido, todos solicitando informações sobre o pagamento do benefício.



O Secretário repassou as seguintes informações:



1) o Governador Anastasia não está medindo esforços para conceder o pagamento do prêmio;



2) diante da disponibilidade orçamentária, o Governador do Estado estabeleceu as seguintes prioridades para pagamento: salários, 13º, Prêmio de Produtividade e em último plano os fornecedores.



Com isso a expectativa é que haja uma definição até o final do mês de outubro.

http://www.sargentorodrigues.com.br/noticias/pagamento-do-premio-de-produtividade.html

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sindicato registra uma denúncia de violência contra professores a cada três dias, mostra balanço

FELIPE REZENDE

O disque-denúncia criado pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) recebe, em média, uma ligação relatando ocorrência de violência contra educadores a cada três dias. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (3) e englobam tanto instituições privadas quanto escolas da rede pública.

De acordo com o sindicato, entre fevereiro, quando o serviço começou a funcionar, e setembro, foram 40 ligações denunciando casos em escolas particulares. Nessas ligações, o Sinpro registrou 59 ocorrências, entre ameaças, agressões verbais e físicas e assédio moral.

Durante o mesmo período, em colégios da rede pública, foram 43 denúncias. Segundo o sindicato, a maior parte das ligações é referente a casos envolvendo aluno e professor, mas também há ocorrências com pais dos estudantes e diretores das instituições.

Serviço - Em funcionamento desde fevereiro deste ano, o disque-denúncia gratuito (0800 770 3035) foi criado para atender os professores que sofreram ou presenciaram algum tipo de violência dentro de escolas particulares. A ferramenta funciona das 9h às 13h e das 14h às 18h.

O sistema também está disponível no portal do Sinpro Minas. O sindicato ressalta que a identidade e os dados dos professores são mantidos em absoluto sigilo.

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=131262

domingo, 2 de outubro de 2011

Inspeção revela problemas em universidades mal avaliadas pelo MEC

Glória Tupinambás

Professores com salários atrasados e alunos insatisfeitos foram alguns dos problemas encontrados pelos inspetores do MEC

O bate-boca descrito acima, entre o diretor de uma faculdade particular de Além Paraíba, na Zona da Mata, e um professor do curso de engenharia civil ocorreu bem diante da equipe do Estado de Minas. O motivo: problemas na infraestrutura e organização acadêmica da instituição. Mas a cena não terminou por aí.

Para apimentar a discussão, estudantes ameaçavam, pelos corredores, cobrar a devolução do dinheiro das mensalidades. Não se trata de episódio isolado na educação superior brasileira. O crescimento vertiginoso na oferta de cursos e vagas – de mais de 400% em 15 anos no Brasil e em Minas – tem ocorrido aos trancos e barrancos, e não vem acompanhado de melhora na qualidade do ensino.

Nada menos que 680 mil universitários estão matriculados em cursos mal-avaliados pelo Ministério da Educação (MEC) em todo o país. Em Minas, 12% das graduações inspecionadas no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2009, tiraram nota vermelha na prova, todos elas da iniciativa privada. Para conhecer de perto essa realidade, o EM percorreu seis cidades do interior do estado, visitou 10 instituições e se deparou com laboratórios em condições precárias, bibliotecas desatualizadas, salas de informática ultrapassadas, dezenas de reclamações de alunos sobre a falta de professores e problemas na qualificação do corpo docente, além de denúncias de irregularidades acadêmicas, em um quadro que sugere situação até pior que a avaliada pelo MEC. Descobriu também cenários que podem ser verdadeiras pegadinhas, como superestruturas físicas, mas com ensino condenado por entidades de classe, a exemplo do Conselho Regional de Medicina (CRM) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Inspeção revela problemas em universidades mal avaliadas pelo MEC | Educação: Estado de Minas

sábado, 1 de outubro de 2011

Professor mata aluna e entrega corpo em delegacia no DF - 01/10/2011

Um professor universitário do curso de Direito da Uniceub (Centro Universitário de Brasília) matou a tiros uma aluna de 24 anos e entregou o corpo dela na 27ª delegacia no Recanto das Emas, por volta das 18h de sexta-feira (30).

Segundo a polícia civil, o professor matou a estudante porque não aceitava o fim do relacionamento que mantinha com ela.

Em depoimento à polícia, o professor disse que esperou a estudante no pátio da universidade para conversar, por volta das 16h. Ele assumiu a direção do carro da vítima e fora da universidade disparou três tiros contra a estudante -- dois na cabeça e um no tórax.

Depois do crime, o professor levou o corpo da vítima à delegacia, onde se entregou e disse aos policiais que estava arrependido.


Folha.com - Cotidiano - Professor mata aluna e entrega corpo em delegacia no DF - 01/10/2011

Ministério da Educação apresenta nova secretaria, objetivo é criar um sistema nacional de ensino

O Ministério da Educação (MEC) apresentará, em ciclos de seminários regionais, a sua nova pasta administrativa: a Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase). Os primeiros seminários foram realizados em Teresina e no Rio de Janeiro.

Entre os objetivos dos seminários estão estreitar os vínculos entre os entes públicos de educação e conhecer os trabalhos realizados pelas secretarias de educação; estabelecer diálogo sobre o projeto do Plano de Desenvolvimento de Educação (PDE) e coletar informações a fim de criar um Sistema Nacional de Educação.

Serão realizados encontros do ciclo de seminários ainda na região Centro-Oeste, nos dias 5 e 6 de outubro, em Cuiabá; região Sul, em Porto Alegre, 19 e 20 outubro; região Norte, nos dias 26 e 27 de outubro, em Belém; e Recife pela região Nordeste dias 9 e 10 de novembro.

Oi Educa - Ministério da Educação apresenta nova secretaria, objetivo é criar um sistema nacional de ensino